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peace

Sim, vez ou outra eu p(b)osto algo aqui. E, por consequência das emoções baratas que o final do ano traz à tona para todos nós, lá vou eu mandar outra baboseira escrita sob o efeito da combinação lúpulo+cevada+dezenas de outras coisas.

2009 se fué. E junto com ele um monte de coisas boas e um monte de gente. Desilusões, aprendizados, tudo o que aconteceu é passível de relevância. Se por um lado as coisas começaram a caminhar nos trilhos, por outro elas descarrilaram feio. Nada que não fosse devidamente consertado e que, agora, sem os escombros da loucamotiva que passou, deliciosamente, por mim, eu não possa ver e analisar com serenidade. E isso me deixa feliz. Essa possibilidade, na verdade, é o que me constitui. Sem a calma para analisar essas possibilidades – mais especificamente a vida, em si – me sinto infeliz e perdido. Agora, renovado e na pegada da coerência (que, afinal, é o meu lema), me sinto inteiro outra vez. Inteiro só pra mim, por mais egoísta que isso possa parecer. Ou não, talvez seja só o auto-respeito que me faltava. Estava precisando de um pouquinho disso. Que em 2011 eu não tenha palavras para expressar a beleza que 2010 teve (terá) em minha vida. Assim como as lembranças de 2009 me serão caras e estarão sempre e lindamente comigo, esse novo ano há de ser, no mínimo tão bonito quanto suas primeiras horas já foram. Que esses votos cheguem a todos os amigos.
Com carinho, verdade e amor, à todos aqueles que eu amo (e vocês sabem quem vocês são…afinal, são os únicos que lêem isso aqui…) incondicionalmente.
Um lindo 2010.

até.

woody

“fico me perguntando se haverá vida depois da morte e, se houver, se eles me permitirão chegar ao fim dos meus dias.”

do livro “Sem Plumas”

tolerância

photo: marcus nascimento

photo: marcus nascimento

Já comentei aqui sobre este livro que eu estou lendo: Em que crêem os que não crêem. Em determinado momento do livro, abre-se a discussão para que outros filósofos dêem os seus palpites sobre o que foi dito/escrito por Eco e Martini. Um deles, Claudio Martelli, em uma carta intitulada O Credo Laico do Humanismo Cristão, faz a seguinte reflexão sobre a tolerância:

“A idéia liberal de tolerância afirma o princípio de uma possível convivência com aquilo que não é compartilhado. É um direito moral flexível, mas não frouxo: exprime a idéia do reconhecimento da existência e da legitimidade da diversidade, mas também do sofrimento por sua presença; um sofrimento que induz à resistência, mas de uma maneira contida e ‘dentro de certos limites’. Por esta sua intrínseca capacidade de modular os comportamentos dos homens, ela é estranha ao mundo sem nuanças da obrigação moral absoluta e desprovida de mediações. [...] Além disso, a tolerância é resultado de uma deliberada escolha humana.”

Nossa paciência é testada todos os dias. Em casa. No trabalho. Na rua. Até quando saímos pra nos divertir. Somos obrigados a tolerar muitas coisas. A conviver com as diferenças. Mais do que as diferenças de credo, temos as diferenças de personalidades. As vezes pequenos detalhes outras vezes enormes abismos de incompatibilidade. Mas no fundo, estamos todos no mesmo barco. Vamos todos para o mesmo lugar. Justamente por conta destes abismos é que aprendemos a construir pontes que nos levem para o outro lado. Uma vez do outro lado, em um lugar completamente diferente, existem duas possibilidades de reação: Boa e Ruim. Podemos gostar ou não. Nesses casos, como a lição é para a vida, eu prefiro conhecer, do que ficar na dúvida. Na pior das hipóteses, a ponte estará sempre lá.

Construir pontes.

Arquitetos são bons nessas coisas.

Até.

Bom céu nublado e feriado pra todo mundo.

shaw

photo: marcus nascimento

photo: marcus nascimento

Já dizia Bernard Shaw: “Não faça aos outros aquilo que gostarias que fizessem a ti. Eles poderiam não ter o mesmo gosto.”

cinq

foto: marcus nascimento

Amigos têm prioridades. Escolhem, sem querer querendo, quem é mais próximo ou quem deve ser mais próximo. Nisso, você, que se achava próximo, não é tanto assim. O mesmo com relacionamentos amorosos. E quando as duas coisas se misturam e você fica amigo dos amigos da sua parceira(o) – ou vice e versa? Ou então sua amiga(o) vira sua parceira(a)? Daí é bom abrir os olhos. Só por precaução. Apesar que conhecer gente nova é sempre bom. Mas, de novo, sempre de olhos bem abertos.

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Dia desses sonhei com reencontros. Na verdade, já estou encontrado. Mas é como se as coisas tivessem acontecido de novo. E em um outro panorama, como se fosse outra dimensão. Foi incrível, de tão real. Não sei dizer se foi bom ou ruim. Será que isso realmente importa?

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Qual é o limite de cada um? Dá um trabalho danado descobrir isso. Até porque, às vezes, nem eu sei/lembro, quais são os meus limites. E ainda tenho que pensar no dos outros. Faz parte do jogo.

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To vendo que esse verão vai me dar um trabalho. Suor, calor, mau cheiro, sol a pino, distância. Por outro lado…piscina, praia, bicicleta, parque, açaí. Mmmm…nota mental: lembrar sempre destes 5 últimos. Talvez, TALVEZ, eles compensem os outros…

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Todas essas reflexões – e muitas, inúmeras, outras – aparecem sempre nessa época do ano. 24. Logo mais vai faltar só mais 6. Tudo passa tão rápido. E eu ainda não fiz nem metade. Nem metade. Que merda.

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ética

foto: Marcus Nascimento

foto: Marcus Nascimento

Tenho feito boas escolhas literárias ultimamente. Dos livros que li este ano só não gostei de um: O Menino do Pijama Listrado, de John Boyne. Obra que até rendeu um filme. Tão ruim quanto o livro. Ou, talvez, nem tanto, só perseguição minha mesmo. De qualquer forma, dois livros incríveis que li recentemente e recomendo, são A Linguagem Secreta do Cinema de Jean Claude Carriére, e Em Que Crêem os Que Não Crêem de Umberto Eco e Carlo Maria Martini. Este último, na verdade, estou em processo de leitura. Trata-se de um diálogo epistolar travado pelos dois autores: Eco, renomado escritor italiano, autor de A História da Feiúra, O Pêndulo de Foucault, O Nome da Rosa, entre outros e Martini, um cardeal, também italiano, e sobre o qual não sei muita coisa além do que está na orelha do livro (olha o Google aí, GENTE!). Pois bem…um dos debates se dá a respeito da ética leiga. Ou seja, das regras morais que regem aqueles que não crêem em um Deus, ou que não agem em função de uma entidade metafísica. Woody Allen, em Conversas Com Woody Allen de Eric Lax, sempre buscou uma resposta convincente para esta mesma questão. Na verdade, ele sempre a teve, mas nunca encontrou facilidades para expressá-la. Vide inúmeros de seus filmes que trazem uma reflexão sobre a ética leiga, como Match Point, Crimes e Pecados (incrível, Í-N-C-R-Í-V-E-L). Pois bem, na obra de Eco e Martini, o cardeal, em dado momento, questiona seu compatriota acerca das condutas de um ateu – no livro há uma certa (beeeem leve) distinção entre “leigo” e “ateu”. Para o cardeal, é contraditório que alguém viva em respeito ao próximo sem que siga as regras/exemplos deixadas por Jesus Cristo. Contraditório porém aceitável. E, justamente, por ser aceitável, até na cabeça dele, a coisa torna-se complexa. Grosso modo, essa é a dúvida do cardeal. Eco, que vêm de uma criação fortemente católica, propõe que a ética seja classificada como natural, ao invés de leiga. E com ótimas justificativas. Todos nós, seres humanos, temos noções naturais. Direita, esquerda, fome, sono, em cima, em baixo, frente, trás, dor, tristeza, etc. Noções estas que transcendem raças, tribos, etnias, renda, cultura, religião, o que quer que seja. São inerentes ao indivíduo, nos acompanham desde o nascimento. Salvo, claro, exceções em casos de algum tipo de deficiência. Pois bem…munidos destas noções, todos temos consciência do que podemos fazer ao próximo. Explico: um soldado israelense sabe que, se ele arrancar tiras da pele de um prisioneiro árabe, vai lhe causar uma dor insuportável e, muito provavelmente, conseguirá arrancar-lhe, também, confissões sobre o inimigo. Guarde este exemplo. Mesmo sem nunca ter se auto mutilado, este soldado sabe que a dor é insuportável, o conceito de dor está marcado nele de forma natural. Da mesma forma que, se fosse uma criança de 12 anos, nascida no Amapá, a fazer o papelo do soldado, ela também saberia que o prisioneiro sente dor. Pois eis que, por esta consciência natural, esta idéia de “não faça aos outros o que você não gostaria que fizessem contigo”, os leigos/ateus seguem uma filosofia tão correta quanto a de Jesus ou de qualquer outro ser de outro plano. E não somente por isso. O indivíduo se enxerga através do próximo. Nós procuramos e sabemos como somos, pelo olhar das outras pessoas. O que fazemos, quando fazemos e como fazemos, é sempre em função de uma visão da sociedade, pois ela é nosso espelho. É através dela que medimos nossos atos, que nos reconhecemos como seres humanos. Independente da multiplicidade de faces que ela possui. E não acredito que isto seja consciente. Não acredito que isto seja por conta de uma força divina. É um instinto animal. Isso fica claro quando pensamos no remorso. O remorso de um ateu é o mesmo de um crente. Por razões supostamente diferentes, claro, mas o sentimento está ali, é o mesmo. Lealdade ao próximo, amor e afeto, também. Pense no soldado (falei pra guardar o exemplo….). No prisioneiro, pra ser mais específico. Ele pode, muito bem, ter toda sua pele arrancada e, mesmo assim, não dizer uma palavra ao soldado. Da mesma forma que um crente pode abusar sexualmente de uma criança. Os valores morais, éticos, transcendem lições cristãs ou religiosas da forma que seja. É algo instintivo. É fácil rebater o argumento de crentes que dizem não haver uma linha de conduta para aqueles que não acreditam em um ser maior e por isso não têm compromisso com o próximo. O que dizer de, justamente, padres que abusam de crianças? De pastores que roubam dinheiro de fiéis? De homens que matam em nome de uma guerra santa? Livre arbítrio é um argumento fraco e cômodo. Claro que estas aberrações não representam a totalidade de crentes. Mas talvez uma boa parcela. Vivemos um tempo de bispos endinheirados que pregam uma vida semelhante a de Jesus, que renunciou à muita coisa, inclusive ao dinheiro. Nossa ética está atrelada a nossa consciência. Pode ser um crente ou um ateu. Não é difícil imaginar uma história sobre uma pessoa que veio ao mundo e fez somente o bem. Pedoou quem lhe fez mal, reforçou regras morais e foi um exemplo de vida. Pode ser que esta história tenha se passado há mais de dois mil anos. Como pode ser que ela tenha ocorrido em pleno século XX em um lugar como a Índia. É incrível pensar na possibilidade de viver em função dessa naturalidade. De um ética real, inerente à todos. Não uma ética sujeita a punições, um ética obrigada, e que por isso mesmo tira a essência do indivíduo, na forma literal da palavra. Indivíduo. Um. Todos podemos ser assim. Viver sem medo. E respeitando o próximo. Não é tão difícil assim.

filmes

Hola!

Depois de muito tempo, cá estou eu a dialogar com este blog (e somente com ele, eu acho…)…e por que eu volto? mmm?? mm?? Pra falar sobre o acidente da air france?? Não! Da convocação do André Santos para a lateral esquerda da seleção?! Nãããão! Pra falar da minha cirurgia de mudança de se..ops!
Enfim…venho por meio desta, apenas satisfazer uma vaidade e praticar um pouco da minha arrogância…seguindo o conselho de uma amiga queridíssima (e linda, e gostosa, e peituda) vou postar aqui todos os filmes que eu assisti até agora, neste estranho, e lento, ano de 2009. Isso deve-se ao espanto que essa minha amiga teve ao saber que eu jah assistira 50 filmes até hoje (02 de maio). Muito? Pouco? Ela achou muito… achei (e continuo achando) pouco. Pra quem quer, em um remoto dia, trabalhar com “essa coisa de cinema aí”, era para, no mínimo, eu ter assistido a um filme por dia! Ou seja, mais de 150 filmes no ano (até o dia de hoje, repito). Masssss, devido a esse peso de consciência, decidi que de hoje até o tricentésimo sexagésimo quinto (mmm???) dia do ano, vou assistir a uma película a cada 24 horas. Não necessariamente uma película, pode ser um dvd tb…ou uma tela-quente….o que vale são aqueles 90, 120 minutos de teletransporte pra outra realidade. E incluirei nessa lista filmes que não me são inéditos. Claro que, se eu ver Xuxa e os Duendes sete vezes no ano, vou anotar que foi visto somente uma. Da mesma forma que, se eu ver Quase Famosos (que eu já assisti mais de 80 vezes, provavelmente) vou anotar do mesmo jeito. Deu pra entender? Acho que sim, né…
Bom….ok. Aí embaixo seguem os 50 filmes que eu vi até agora em 2009. Junto com ele seguem as datas que eu vi cada filme, bem como seu respectivo diretor e minha avaliação. A avaliação é simples, e reflete meu gosto pessoal. Se você não gostar, azar. Ela vai de um asterisco a cinco. Sendo que, se eu avaliar um filme com “*”, ele é uma merda (pra mim, não necessariamente pra vc), masss, se eu avaliar com “*****”, ele é um clássico da sétima arte. Pra mim.
Tendo dito tuuudo isso (e caso você não tenha entendido o complexo sistema de avaliação….bom…vai brincar com seu ábaco e não me enche o saco) agora eu mando a listinha. Mais uma vez, reiterando aqui, que isso não quer dizer absolutamente nada. É somente um exercício de arrogância e impertinência. Ou não.

1 – 1/01 – O Último Samurai (Edward Zwick) ***
2 – 2/01 – Pequena Miss Sunshine (Jonathan Dayton & Valerie Faris) ****
3 – 2/01 – Anti-herói Americano (Shari Springer Berman & Rober Pulcini) *****
4 – 3/01 – Maria Antonieta (Sophia Coppola) **
5 – 3/01 – Os Sonhadores (Bernardo Bertolucci) ****
6 – 6/01 – Piratas do Caribe no Fim do Mundo (Gore Verbinsky) **
7 – 11/01 – A Lenda do Tesouro Perdido (John Terteltaub) ***
8 – 17/01 – Baixio das Bestas (Cláudo Assis) **
9 -24/01 – Na Natureza Selvagem (Sean Penn) ****
10 – 27/01 – O Resgate do Soldado Ryan (Steven Spielberg) ****
11 – 27/01 – Ligeiramente Grávidos (Judd Apatow) ***
12 – 5/02 – Sim, Senhor (Peyton Reed) ***
13 – 7/02 – O Seis Signos da Luz (David L. Cunningham) *
14 – 15/02 – O Lutador (Darren Aronofsky) ***
15 – 17/02 – Obrigado por Fumar (Jason Reitman) ****
16 – 23/02 – Benjamin Button (David Fincher) ***
17 -  25/02 – A Intérprete (Sidney Pollack) **
18 – 26/02 – Crimes e Pecados (Woody Allen) *****
19 – 26/02 – Transamérica (Duncan Tucker) ****
20 – 27/02 – O Selvagem da Motocicleta (Francis Ford Coppola) ***
21 – 05/03 – Os Embálos de Sábado a Noite (John Badham) ***
22 – 07/03 – Watchmen (Zack Snyder) ****
23 – 12/03 – O Cavaleiro das Trevas (Christopher Nolan) ****
24 – 16/03 – Vestida Para Casar (Anne Fletcher) **
25 – 19/03 – Chinatown (Roman Polansky) ***
26 – 26/03 – The Spirit (Frank Miller) **
27 – 29/03 – Mandando Bala (Michael Davis) *
28 – 30/03 – 3:10 To Yuma (James Mangold) ***
29 – 02/04 – Gran Torino (Clint Eastwood) **
30 – 03/04 – Garapa (José Padilha) *****
31 – 05/04 – Cantando na Chuva (Stanley Donen & Gene Kelly) ****
32 – 13/04 – Os Goonies (Richard Donner) ****
33 – 22/04 – Touro Indomável (Martin Scorsese) ****
34 – 2/05 – Quem Quer Ser um Milionário (Danny Boyle) **
35 – 10/05 – Star Trek (J. J. Abrams) ****
36 – 12/05 – Napoleon Dynamite (Jared Hess) *****
37 – 14/05 – Team America (Trey Parker) **
38 – 16/05 – Casablanca (Michael Curtiz) ****
39 – 17/05 – Entre Os Muros da Escola (Laurent Cantet) ****
40 – 18/05 – W. (Oliver Stone) **
41 – 20/05 – Lars And The Real Girl (Craig Gillespie) *****
42 – 23/05 – Amor em Jogo (Peter & Bob Farrely) **
43 – 24/05 – Memórias (Woody Allen) *****
44 – 25/05 – Valsa Com Bashir (Ari Forman) ****
45 – 27/05 – Anjos e Demônios (Ron Howard) **
46 – 28/05 – Uma Noite Na Ópera (Sam Wood) ***
47 – 29/05 – A Mulher Invisível (Cláudio Torres) *
48 – 30/05 – Quase Famosos (Cameron Crowe) *****
49 – 31/05 – Embriagado de Amor (Paul Thomas Anderson) ****
50 – obs: na verdade, cometi um erro na contagem e, até hoje (02/05) eu assisti a 49 filmes, não 50 como eu havia dito no começo do texto…perdoem a ignorância. Acho que quem realmente precisa de um ábaco sou eu.

Update:

Este post foi escrito no dia 02 de Maio deste ano do senhor. Foi minha penúltima visita a estes domínios virtuais. A última foi exatamente um mês depois. Mas por alguma preguiça surpreendente (nem tanto, vai…) eu não terminei o post. Até voltei ao texto, mas empaquei e não fui pra frente. Hoje, finalmente, mais de 3 meses depois, eu volto. No entanto, é triste constatar que, nesse período, eu vi somente mais 19 filmes. Sim, 19, em 3 meses, é pouquíssimo, eu sei. Ainda mais pra quem tinha a meta de ver uma película/dia. Sim, fui leviano, preguiçoso e negligente em muitas das vezes. Mas são as circunstâncias da vida. Minha meta ficou mais modesta. De 150 filmes no ano, reduzi para 120. Acho que dá. Nos 100 eu chego. Se não chegar corro pelado na paulista. Do metrô Consolação até o parque Trianon. Promessa.

Só que, pra isso, vc, nobre analfabeto funcional que está a gastar seu tempo por estas bandas ao invés de ler algo mais útil, vai ter que confiar na minha palavra. Eu tive um pequeno probleminha. Eu anoto todos estes filmes no meu celular. Só que, por estes acasos da vida – e da fuleragem de algumas tecnologias – o dito cujo faleceu. Um belo dia acordei e o celular estava desligado. Nem Cristo religa o infeliz. Paciência. Por conta disso, perdi todos os outros filmes que vi e que, posteriormente, não anotei no caderno. Até então, tinha passado para a folha somente os 50 primeiros. Pois bem. Lhes digo (novamente) que, depois destes cinquenta, vi, somente mais 19 filmes. Vou fazer uma força pra tentar lembrar o nome de todos. Mas vai ser difícil…se eu lembrar de 10, já posso ser considerado um fenômeno da medicina neurológica. Ou posso constatar que minha dislexia não é tão latente assim. Vamos lá (dessa vez, sem datas e completamente fora de ordem cronológica, porque daí já é querer demais, porra):

- A Era do Gelo 3 (Carlos Saldanha) **
- O Falcão Maltês (John Huston) ****
- Harry Potter e o Enigma do Príncipe (David Yates) ***
- Caminhos Perigosos (Martin Scorsese) ***
- Hellboy e o Exército Dourado (Guillermo del Toro) **
- Chocolate (Lasse Hallstrom) ****
- Tinha Que Ser Você (Joel Hopkins) **
- A Partida (Yojiro Takita) *****
- Transformers (Michael Bay) *
- Quem Bate À Minha Porta (Martin Scorsese) ***
- Jean Charles (Henrique Goldman) **
- 69 – 05/08 – À Deriva (Heitor Dhalia) ***   —> primeiro filme anotado no novo celular.

Esses foram os que eu consegui lembrar. Sim, 11! Ok, me chamem de superdotado, o homem das memórias, do que vcs quiserem, eu aceito os elogios :P PP

É uma lista besta, eu sei. Mas fica aí pra dica de quem quiser ver alguma coisa recomendada por mim. Ou não. Se tu, que lês este post agora, tiver paciência, procure na internet por este mesmo assunto. Vai encontrar muita gente que viu muuuuuito mais filme que eu neste pouco tempo. E, provavelmente, também deixou suas impressões para todos verem.

É isso. Me voy. Hasta la vista.

ps: assim que ressucitarem meu celular eu completo a lista dos filmes. Isso se os dados que estão nele se mantiverem…. :/
ps2: não vou reler tudo o que eu escrevi, isso aqui está muito longo. Qualquer erro de ortografia é mera coincidência. Ou não.

Santo

Como é bonzinho esse Mark Pedro! Recebi esse e-mail hoje. Agora há pouco, aliás. Incrível como ainda existem bons samaritanos no mundo, não?!

 

 

Lloyds TSB Group plc 25 Gresham Street London EC2V 7HN Attn…….


My name is Mark Pedro,i am the Auditor General and computer manager here in our Bank (Lloyds Bank TSB London).I have only written to seek your indulgence and assistance.

I wish to make a transfer involving a huge amount of base 15,000,000.00{Fifteen Million B.Pounds Sterlings}of Late Mr. John Hughes out of the bank,he died a long time ago(on records),till now the account remained dormant.I am proposing to make this transfer to a designated bank account of your choice. Thus, for your indulgence and support, I propose an offer of 25% of the total amount to be yours after the transfer has been successfully concluded.

Your full name and phone number/fax is needed in the first place.Kindly reply me stating your interest, and I shall furnish you with the details and necessary proceedure with which to make the transfer progress.

I am anxiously awaiting your response. My Informations will be given to you in my next mail.

Reply me immediately.

Thanks and God bless You.

Regards and Respect.


Mark Pedro.

 

 

Deus abençõe, também, o generoso Mark Pedro.

woody

Juro. Tinha escrito um post enooooooorme sobre “Crimes e Pecados” do Woody Allen quando meu computador, que sofre de crises de calor (por conta do cooler fodido mesmo, e não do El Niño ou da mesma menopausa que acomete minha mãe) resolveu desligar. Simples assim. De qualquer forma aqui vai o resumo, muito bem feito por sinal, do post: Woody Allen é um gênio.

Basicamente foi isso. Assistam “Crimes e Pecados” e tentem me desmentir. O filme é de 89. Martin Landau, o protagonista, ainda era uma criança no alto de seus 58 anos. Hoje ele tem78 e parece uma uva passa grisalha. Enfim. Assistam. Eu me vou antes que essa máquina me foda a vida outra vez.

Quase ia me esquecendo. Essa obra prima (com ou sem hímen? Digo, hífen?) entrou no meu top 5 de melhores filmes de toda minha longa vida.

rascunho

nãohápoisnãosituaçãocomoadeentão
cincopradoisnãoésenãomaisdoquepaixão
situaçãoqueremeteoquãonadafoiemvão
nemserá

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