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oi/hola

Oi..ou seria Hola?!

Em vista da buena mudança de aires, acho de muita justiça recomeçar a escrever por estas bandas. Quem me acompanha (forever alone?) por aqui sabe o que aconteceu. De onde vim e pra onde fui.
Sim, digníssimos. Estou acá em Buenos. Creio que seja de grande valia que se poste algumas impressões sobre essa cidadezinha bonitinha, baratinha e toda cagadinha. Cagadinha?! Sim, muito. Se o censo porteño (entrar no clima pode, arnaldo?) resolvesse contabilizar o número de boishta de cachorro esparramada – literalmente, porque quando o sujeito pisa, a merda dobra de tamanho – pela (bela) cidade em um dia, tirasse uma média anual e comparasse com o número de portenhos, tenho certeza que chegariam a conclusão de que tem mais cocô de cachorro na rua do que argentino na cidade. Não sei se o número de “caco de vidro” iria superar o de peruanos, bolivianos e o mix nada sensual dos dois. Mas que ia ser páreo duro, ia.
O mais impressionante é o tamanho das obras. Ainda não conheci o calor destas terras – que dizem ser mais caliente que o infierno – mas no frio de agora tenho certeza que o lugar é habitado por ursos polares, tamanho a complexidade estrutural dos cocôs. Sugiro até que alguns sejam tombados como patrimônio histórico pela Unesco.

Cocôs a parte, quando conseguimos andar de cabeça erguida pelas calles, podemos ver como a cidade é bonita. A rixa bairrista que me consome ainda me bloqueia no descorrer de adjetivos pra classificar a ciudad. Mas eles já estão sumindo. Os preconceitos, não os adjetivos.

Agora, de vida nova, casa nova, cidade nova e chapéu novo, talvez tenha coisas mais interessantes e menos molestas pra colocar por aqui. Ou não. O tempo dirá.

Agora com licença que eu tenho que ir fazer cocô.

#Has(h)ta(G) luego.

alzheimer

Eu tenho 25 anos e uma certa dislexia:
– Ah, mas o corinthians jogou bem contra o…o…como chega na casa dele, mesmo?…eu tenho que seguir pela…pela…onde foi que eu deixei minhas chaves?…acho que esqueci no…no…que dia lindo…

Eu tenho 78 anos e um pouquinho de alzheimer:
– Ah, mas o corinthians jogou bem contra o…o…como chega na casa dele, mesmo?…eu tenho que seguir pela…pela…onde foi que eu deixei minhas chaves?…acho que esqueci no…no…que dia lindo…

volver

Tem coisas que ninguém explica. E que até deus duvida. Mentiras que têm perna curta e histórias pra boi dormir. O problema é quando deus fica com insônia porque não consegue explicar as mentiras que deixaram o boi aleijado .

Um beijo pra esse blog que, parece, deve voltar a(craseado) ativa.

Hasta(fari)

peace

Sim, vez ou outra eu p(b)osto algo aqui. E, por consequência das emoções baratas que o final do ano traz à tona para todos nós, lá vou eu mandar outra baboseira escrita sob o efeito da combinação lúpulo+cevada+dezenas de outras coisas.

2009 se fué. E junto com ele um monte de coisas boas e um monte de gente. Desilusões, aprendizados, tudo o que aconteceu é passível de relevância. Se por um lado as coisas começaram a caminhar nos trilhos, por outro elas descarrilaram feio. Nada que não fosse devidamente consertado e que, agora, sem os escombros da loucamotiva que passou, deliciosamente, por mim, eu não possa ver e analisar com serenidade. E isso me deixa feliz. Essa possibilidade, na verdade, é o que me constitui. Sem a calma para analisar essas possibilidades – mais especificamente a vida, em si – me sinto infeliz e perdido. Agora, renovado e na pegada da coerência (que, afinal, é o meu lema), me sinto inteiro outra vez. Inteiro só pra mim, por mais egoísta que isso possa parecer. Ou não, talvez seja só o auto-respeito que me faltava. Estava precisando de um pouquinho disso. Que em 2011 eu não tenha palavras para expressar a beleza que 2010 teve (terá) em minha vida. Assim como as lembranças de 2009 me serão caras e estarão sempre e lindamente comigo, esse novo ano há de ser, no mínimo tão bonito quanto suas primeiras horas já foram. Que esses votos cheguem a todos os amigos.
Com carinho, verdade e amor, à todos aqueles que eu amo (e vocês sabem quem vocês são…afinal, são os únicos que lêem isso aqui…) incondicionalmente.
Um lindo 2010.

até.

woody

“fico me perguntando se haverá vida depois da morte e, se houver, se eles me permitirão chegar ao fim dos meus dias.”

do livro “Sem Plumas”

tolerância

photo: marcus nascimento

photo: marcus nascimento

Já comentei aqui sobre este livro que eu estou lendo: Em que crêem os que não crêem. Em determinado momento do livro, abre-se a discussão para que outros filósofos dêem os seus palpites sobre o que foi dito/escrito por Eco e Martini. Um deles, Claudio Martelli, em uma carta intitulada O Credo Laico do Humanismo Cristão, faz a seguinte reflexão sobre a tolerância:

“A idéia liberal de tolerância afirma o princípio de uma possível convivência com aquilo que não é compartilhado. É um direito moral flexível, mas não frouxo: exprime a idéia do reconhecimento da existência e da legitimidade da diversidade, mas também do sofrimento por sua presença; um sofrimento que induz à resistência, mas de uma maneira contida e ‘dentro de certos limites’. Por esta sua intrínseca capacidade de modular os comportamentos dos homens, ela é estranha ao mundo sem nuanças da obrigação moral absoluta e desprovida de mediações. […] Além disso, a tolerância é resultado de uma deliberada escolha humana.”

Nossa paciência é testada todos os dias. Em casa. No trabalho. Na rua. Até quando saímos pra nos divertir. Somos obrigados a tolerar muitas coisas. A conviver com as diferenças. Mais do que as diferenças de credo, temos as diferenças de personalidades. As vezes pequenos detalhes outras vezes enormes abismos de incompatibilidade. Mas no fundo, estamos todos no mesmo barco. Vamos todos para o mesmo lugar. Justamente por conta destes abismos é que aprendemos a construir pontes que nos levem para o outro lado. Uma vez do outro lado, em um lugar completamente diferente, existem duas possibilidades de reação: Boa e Ruim. Podemos gostar ou não. Nesses casos, como a lição é para a vida, eu prefiro conhecer, do que ficar na dúvida. Na pior das hipóteses, a ponte estará sempre lá.

Construir pontes.

Arquitetos são bons nessas coisas.

Até.

Bom céu nublado e feriado pra todo mundo.

shaw

photo: marcus nascimento

photo: marcus nascimento

Já dizia Bernard Shaw: “Não faça aos outros aquilo que gostarias que fizessem a ti. Eles poderiam não ter o mesmo gosto.”